sábado, 15 de maio de 2010

- Eu sou uma pessoa feliz?
Não é de hoje que me vem a cabeça esse tipo de questionamento e que ainda permanece uma incógnita pra mim. Presumo que muitas pessoas, ao se perguntarem sobre isso - ou serem questionadas por outrem - tenham uma resposta precisa e cheia de convicção. Bem, não é o meu caso. O máximo que eu consigo arriscar é um "não sei".
Pra falar a verdade, o que é exatamente ser uma pessoa feliz? Acho que sou sensata o suficiente para não achar que felicidade é ter tudo que você deseja e viver em quase constante alegria. Isso não existe nem pra crianças, que teoricamente tem menos preocupações.

As vezes me surpreendo quando minha mãe joga na minha cara que "minha vida é muito boa".
E olhando de fora, realmente eu poderia me considerar uma pessoa de sorte. Não passo necessidades - pelo contrário, vivo com um razoável conforto; minha família é estável; não tenho sérios problemas de saúde - até onde eu sei; não tenho filhos pra criar; não trabalho; faço coisas que gosto; tenho alguns bons amigos, ou seja, se eu dissesse que sou uma pessoa infeliz ninguém iria entender.
Dessa mesma forma, também poderíamos dizer que pessoas muito pobres são infelizes.
- Aline, você está condicionando felicidade ao nível socio-econômico?
De fato, acho que tem muita relação. Mas não estou condicionando. À princípio, é difícil de acreditar que uma pessoa que viva abaixo da linha de pobreza seja uma pessoa feliz. Mas como eu realmente posso medir isso?
As vezes eu tenho a impressão de que pessoas mais pobres, com um pensamento mediano, de preferência acompanhadas de uma forte religião, são pessoas mais felizes do que eu.
Sim, meu amigo. Estou falando do porteiro do seu prédio, de Dona Maria, mãe de 5 filhos que lava as roupas da sua casa, de seu Zé que engraxa sapatos como ninguém, estou falando de pessoas simples, que passam ou já passaram por diversas dificuldades na vida, mas que sempre estão com um sorriso estampado no rosto.
O fato é que eu nunca vi falando de um pobre que se suicidou. Alguém já? Sério, isso soa meio idiota, mas parece que essas pessoas tem uma força maior, se apegam e encaram a vida como ninguém.
Talvez eu seja meio depressiva mesmo, ou talvez eu esteja falando de coisas que nem sei ao certo, mas eu realmente acho que felicidade é uma coisa muito relativa. Algumas pessoas conseguem se sentir satisfeitas, seja por se apegarem a uma crença, ou por terem esperanças demais, ou por já estarem acostumadas a sofrer e se contentarem com "pouco", ou até mesmo por não terem um olhar crítico da vida.
Outra coisa que me faz não saber se sou feliz é que eu nunca passei por momentos extremamente difíceis. Então, será que eu me acostumei com minha "boa sorte" e agora ela não significa nada pra mim? De que adianta uma boa infra-estrutura se você não tem noção do significado disso? Talvez meus momentos de alegria sejam ordinários e talvez meus momentos de tristeza não sejam nada comparado ao que outras pessoas sentem. E se minha indiferença cotidiana for a própria felicidade?

Pra finalizar, acredito que, de um modo geral, ser feliz é ter mais momentos de bem-estar, paz interior, satisfação, do que momentos ruins.
Ou seja, está ligado a vários aspectos da sua vida, como realização profissional, dinheiro, saúde, mas não depende apenas disso. Uma pessoa pode estar à beira da morte e ser feliz, afinal, cada um encontra a felicidade de forma diferente. Tudo depende do olhar que você direciona a vida.

5 comentários:

Naevio disse...

vou comentar soh pra tu num ficar na merda ai visse.

Ah, line! disse...

Haha. Comentário por piedade. Eu não sou mesmo uma pessoa feliz :´(

Myballs, PhD disse...

legal o blog =P. vou acompanhar

justwrappedupinbooks disse...

Acho que as coisas vão ficando complexas conforme a gente cresce, envelhece e começa a expandir os vetores de preocupação (acabei de inventar esse termo acho).

Eu penso isso porque enquanto hoje a felicidade envolve trabalho, vida pessoal, família, dinheiro, segurança, saúde e mais 400 fatores, quando eu era garoto felicidade era dia sem aula de matemática e conseguir conversar com a Victoria da 502. Simples assim.

rafaela disse...

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